Casais Antigos Versus Duplas Evolutivas


maos-dadas, pinginsOs novos casais homoafetivos que surgem em alguns países desenvolvidos da Terra, iniciou uma nova reflexão, e preparou terreno para os casais heterossexuais comuns progredirem em costumes, e acabarem com os resquícios da época feudal, onde se casava por interesse, e não por amor. Onde mulheres não eram independentes financeiramente, não tinham seus direitos civis assegurados ainda, e por fim, tinham pouquíssima perspectiva para sonhar uma vida de realizações, segundo o que sua própria evolução pede.


 

Com certeza, serão as mulheres e os homossexuais, os mais privilegiados por essas mudanças de costumes e horizontes existenciais. Mas as mudanças serão profundas para os homens criados para serem patriarcas, machões que mandam em tudo; e por isso, não tem sido fácil essa transição, e não será nada simples sua conclusão também.


mãos, luz


A resistência pela perda desse poder dentro da família, fará muitos homens surtarem, até que consigam definitivamente, se reinventarem por completo.

Além dos grupos familiares e de amigos, nossa evolução espiritual, depende demais da parceira ou parceiro que temos do lado.

O olhar do outro é capaz de trazer respostas a praticamente todas as nossas lutas internas. Através da intimidade compartilhada, nossa parceria evolutiva com um outro ser, nos faz crescer mais rápido, existencialmente falando.

Nossos erros e defeitos logo são expostos para nossa análise, e vão ser as decisões que tomamos em relação a eles, que definirão, ou redefinirão nosso destino nessa existência.


MÃOS DADAS, branco, negro


Enfim, esse é o propósito principal para o casamento. A saber, a troca de opiniões sobre nossos assuntos mais escondidos, nossos medos e exageros, nossas omissões e estagnação. Nossos impulsos primitivos, e a reformulação de nós mesmos, por fim.

O sexo, além da finalidade da reprodução, tem também a função de reenergização da alma.

É a maneira mais intensa que podemos sentir o amor, e é o maior treino para expandir este sentimento para todos os lados de nossa relação com o mundo.

A promiscuidade será quase inevitável para aqueles que se viram presos pelas correntes dogmáticas das religiões e costumes que trouxemos de nossos avós. E esse será nosso maior obstáculo para a criação dos primeiros casais que já terão esta nova tarefa existencial dentro do casamento – crescer como ser humano em todos os sentidos, e ajudar seu cônjuge a crescer também.

Serão poucos os casais que permanecerão juntos, no início. Mas será apenas uma questão de tempo, para pararmos de casar por conveniência, pressão ou paixão momentânea.

Em breve, estaremos enfim, chegando à nossa adolescência cultural.

Com propriedade, podemos dizer que já estamos pelo menos, quase, virando seres civilizados de verdade.

Paul Sampaio – 17 de janeiro de 2016 – 13:07 – 28ºC


MÃOS DADAS


 

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