O que é melhor para um ser humano, investir na vida ou procurar a morte?

Se fizéssemos essa pergunta a nós mesmos, jamais teríamos começado a primeira guerra, contudo, o ser humano ainda se entende como indivíduo apenas, tem dificuldade de se ver como coletivo, como parte de um todo. Por isso, continuamos a nos matar. Mas podemos sair desse labirinto. Com inteligência, ainda seremos capazes sim, de vencermos a nós mesmos, nessa busca pelo entendimento do que é a vida e para que ela serve. Contudo, necessitamos mudar muito, como civilização e como espécie.

Para começar, precisamos definitivamente, parar de ter indústrias que produzam ferramentas e tecnologia para matar mais seres humanos. Precisamos vencer o ‘lobby’ das indústrias e fazer todo esse dinheiro migrar para áreas do desenvolvimento humano, e não para a sua futura aniquilação.

De que adianta tanta inteligência, se ainda nos matamos? A Humanidade já está se mutilando há milênios, com guerras e agora também, com o crime organizado, a corrupção sistemática dos poderes, e a conivência da maioria das autoridades ao redor do Planeta.

Organizações internacionais como a ONU, continuam sendo apenas marionetes dos grandes Impérios, e assim, não podemos contar com mudanças benéficas que venham de cima. Precisaremos começar por baixo, cuidando de nossa própria casa, o Brasil, e fazendo com que as coisas funcionem direito para a fração da Humanidade que vive aqui.

O presidente da maior potência econômica e bélica do mundo, os EUA (que eram apenas a 17ª nação do Globo e passou a ser a primeira justamente por causa da indústria bélica na 2ª Guerra Mundial), é um grande fã da destruição de seres humanos. E episódios como chacinas em escolas, homens-bomba em restaurantes, terrorismo, confrontos nucleares e coisas do tipo, também irão acontecer aqui no Brasil, caso não façamos nada.

Como um câncer, o dinheiro das armas se infiltra em todas as frestas, manipulando a opinião pública e fazendo a criminalidade no país crescer, de propósito, para assim, venderem mais armas. Se possível, para a população toda.

Ao invés de acabarem com as tragédias nas escolas americanas, os EUA vêm a indústria da guerra ‘colocar no bolso’ seus congressistas, com dinheiro e chantagens, e convencer as pessoas alienadas de sua nação, a pedir até, por professores e alunos armados nas escolas, para se defenderem. Ou seja, no futuro, esse sistema os levará a um grande BANG-BANG em forma de ‘reality show’, um FAROESTE ao invés de aulas, no local mais sagrado que os humanos têm, para entrarem em contato com todo o conhecimento útil que a Civilização Humana produziu, a escola.

No Brasil, nosso destino não é muito diferente da realidade americana de hoje em dia. Os orçamentos em Segurança Pública de vários Estados brasileiros já ultrapassam os gastos com Educação e Saúde, e a bandidagem só cresce. Assim como cresce também, a chamada ‘bancada da bala’ e os milicianos de plantão, que se apresentam como solução ao problema. Nada de melhora da qualidade de vida da população e da educação, e sim, mais dinheiro para alimentar as indústrias de armas, e a violência nas cidades. Sem dúvida, os produtores de armas jamais deixarão o crime (seu lucro) diminuir, principalmente, enquanto tiverem seus ‘apadrinhados’ no Estado, seus políticos a serviço da morte.

Toda grande transformação se começa em casa, atacando diretamente a causa. Se ao invés de humanos, fossemos madeira, precisaríamos nos preocupar com o cupim, e não com a borboleta. Contra os canhões, bombas e todo tipo de mal, só temos uma arma para lutar – a saber, o amor por nós mesmos.

Como diz um famoso ditado humano: “Quem dorme com cobra, acorda picado, à beira da morte.” Por isso, prefira o conforto de uma casa bem construída, e livre de animais peçonhentos.

Nossa salvação nunca estará em uma arma, e sim, em nossa inteligência, no respeito entre todos, e em nossa capacidade de edificar nosso próprio futuro.

As armas só são boas para quem as cria. Seus usuários, só experimentam a dor, o sofrimento e a morte, através delas. Estamos falando aqui, de uma meia dúzia de bilionários, que enriquecem seus prazeres carnais, à custa da desgraça de milhões. E quem ainda não enxerga isso, está se enganando, e contribuindo para a morte no mundo. E quanto à frequente pergunta que escutamos ao final destes discursos, em relação aos bandidos, e como se defender deles, deixamos a mensagem de sempre, seja para esta sociedade ou para qualquer outra:

Reeduque seus criminosos, e quando isso não for possível, assegure-se que os filhos deles, pelo menos, não se tornem bandidos também. Eduque seu povo e você estará se protegendo, naturalmente. Proteja todas as famílias de sua sociedade, e sua família, consequentemente, estará sempre protegida. Todo ser humano pode se tornar uma pessoa melhor, quando é bem orientado. Mas quando não é, pode se tornar o que o mundo quiser dele.

PAUL SAMPAIO

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Escrito por Paul Sampaio

PAUL SAMPAIO CHEDIAK ALVES é professor, locutor, apresentador de rádio e TV, web designer e diretor fundador da REDE SAMPAIO de Televisão e Sites.