Estudos da Paixão

De tanto desapego, acabei pegando ojeriza … um certo sentimento de aversão, antipatia … nojo, por qualquer paixão que poderia me fazer novamente, um pobre apaixonado, à merce de minhas próprias vontades, que sempre foram muito descuidadas.

Criei um fortaleza tão segura, que por vezes, fica difícil de sair quando é necessário.

O mundo lá fora precisa de mim, senão eu não estaria aqui, nem o mundo estaria lá fora, esperando por minha presença.

Doei minha vida a uma vontade superior que nem sempre me deixa sentir de verdade o mundo aqui em baixo.

Nessas horas é preciso ter prazer com o próprio equilíbrio e serenidade.

O que sentimos na verdade, é apenas vontade de fugir e voltar ao domínio de nossos desejos mais primitivos, o que é justamente do que estamos fugindo há tempos.

Enfim, em momentos assim, só nos resta assistir a dor passar e ter paciência.

Uma vitória por vez.

Reclamar de não poder se apaixonar demais, até que pode. Mas vê se não vai chorar, né cara. Sem ‘mimimi’. Bola pra frente que o mundo te espera lá fora, cheio de sol, tempestades e toda espécie de vida que possa existir na Terra.

A intenção é tudo que necessitas. A vontade se forma ao redor dela.

A boa vontade ganha vida, justamente em torno da boa intenção.

E tudo o que sentes é secundário. O importante é sempre manter a fortaleza intacta.

Se não tá sentindo vontade, tudo bem.

Mas faça mesmo assim, pangaré 🙂

A velocidade não quer dizer nada quando o objetivo é apenas conseguir chegar ao fim da missão de ‘Hércules’, alvo ao qual, quase ninguém atinge.

assinatura digital

Paul Sampaio, perfil, 1  Paul Sampaio – Autor

égua, ponei

Anúncios