Domingo, 13 de janeiro de 2013

21º em Bauru, 3:20 – Chovia, e eu na cama com a luz já apagada, tive que sair para escrever. No meio de um projeto super trabalhoso, veio um livro na cabeça. E a experiência me disse na hora, que não era um conto, nem artigo, pensamento, muito menos poesia. E também não era peça. Ainda. Talvez um dia, eu mesmo até faça uma adaptação. Mas por hora, a voz na consciência, e não da consciência, me disse que é pra ser um livro. E enquanto eu tentava explicar que seria desaconselhável começar mais uma atividade nesse momento, a voz disse: é um livro, e é para agora. E ficava me fazendo lembrar a cena do filme do Chico, em que Emmanuel fala que são necessárias três coisas para se fazer o trabalho. E depois diz três vezes a palavra disciplina. Na mesma hora eu rí e falei: então já era. Nunca tive isso. E aqui estou eu no teclado.

O nome é ” Uma Cidade no Céu”. Sem dúvida, o título nos remete diretamente a “Nosso Lar”, mas não se trata de conhecer uma colônia espiritual. A história se dá em um plano intermediário, entre os planos material e espiritual superior, na zona calma do umbral. E tem apenas dois personagens. O argumento sim, será sobre exatamente uma cidade de uma civilização mais evoluída, em comparação a uma cidade como as nossas, aqui na Terra.

Tenho certeza absoluta que vou escrever também, porque até agora, recusei todas as ideias que apareceram nos últimos dez minutos. Logo pareço ter alguma opinião aqui. Bem, mas vamos lá. Serão: … Camila e Gregório.

Tenho o começo, algo do meio e o fim. Escreverei por capítulos. Continuamente. Terei claro, anotações de cenas à frente, como sempre, mas só vou desenvolver o enredo, vírgula por vírgula. Do começo ao fim. Uma fase, para dar um fim aos fragmentos. Quero um corpo. Uma obra. E apesar de meu próprio corpo não pedir, ele faz. Serão mais de 20 vídeos para produzir e postar por semana, mas é possível sim. Vou fazer menos leitura e facebook, e escrever os capítulos no meio disso tudo. Com o primeiro evento para fevereiro já. Enfim … vai que dá !

E que legal … não tenho a mínima preocupação se vai ser bom. Fui jogado pra fora da cama. Não tinha como dizer não. É difícil explicar.

Só começo depois de dormir. Preciso descansar e intuir mais coisas. Tenho o costume de ver o filme todo antes. Todos os detalhes. Depois os dedos vão deslizando feito bailarinas apressadas. É delicioso. Me sinto usado e abusado por mim mesmo, e gosto. Amo esse trabalho que me dão pra fazer. Acima de tudo, me sinto honrado.

E o melhor de tudo, é saber que não sou louco. Só finjo.cidades-futuristas-045Duas pessoas eu sei que vão ler. Minha esposa e minha tia. Se minha mãe fosse viva, faria até a revisão. Mas entre as encarnadas, essas duas com certeza leem (tiraram esse acento tbm … brincadeira !!!). Afinal, sabem que eu pergunto tudo pra conhecer a opinião.

E tá bom. Livro não é algo que saberia divulgar bem na WEB. Nem conheço editores. Logo, só vou escrever mesmo. Um domingo, numa madrugada chuvosa … e eu acabo de definir, e pronto. Começo ainda hoje  “Uma Cidade no Céu”.

Paul / 4:05 / 4:45

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