O desejo ou não, de ser lido?

Existem vários combates em nossas vidas, e esse, é certo para quem gosta de escrever. Escrever para que os outros leiam? Precisar dos leitores ou escrever para si mesmo apenas? Eis a questão. Sempre. Antes até, de começar a escrever. E em setembro de 2026, a segunda pergunta vem colada: quem escolhe onde colocar as vírgulas, sou eu ou a inteligência artificial? Posso cometer erros, quantas vezes eu quiser?

Decidi parar de compartilhar meus posts no Whatsapp e no Messenger. Escolher alguns para ler o que eu escrevo é um forte indicador de que eu preciso muito deles. E mesmo precisando, devo abdicar deste desejo em prol do bem-estar e da liberdade deles. Eu não gosto de quem me manda coisas escritas sistematicamente, como se eu tivesse obrigação de lê-los, então por que vou fazer isso com alguns? Parei de vez. Tenho feito isso gradativamente, mas agora é regra. A frase interna costuma ser: eu achei que essa pessoa gostaria de ler… E é sempre unilateral, vem de nós, nunca de quem mandamos o texto. Antes da decepção pelo texto não curtido, vem a tal Consciência Literária, que manda que, a gente não faça isso, a menos que esteja combinado entre os dois — aquele que manda, e o outro, que recebe. Fora isso, é uma total invasão de quem escreve. É um: Pelo amor de Deus, leia. Eu preciso demais.

Ou existe uma Consciência Literária, ou não. Não podemos ser crianças literárias carentes. Precisamos ser escritores adultos. Só aos 55 anos de idade, combinei isso comigo mesmo. Tenho sido uma criança literária carente. Começo a mudar isso hoje. A propósito, a IA não viu o meu texto.

🧑 Paul Sampaio 🏡 Bauru / SP 🌍 Brasil 🔔 13 de Setembro de 2026 💎 Domingo 🕗 12:14 🌡️19° ⚫ LUA NOVA • 3º DIA

Escrito por Paul Sampaio

PAUL SAMPAIO CHEDIAK ALVES é professor, locutor, apresentador de rádio e TV, web designer e criador da REDE SAMPAIO.