Quinta, 10 de janeiro de 2013

13:47 – 25º em Bauru

A tempestade passou. Algumas pancadas demoram mais para serem assimiladas, mas a natureza logo se encarrega de cicatrizar as feridas e mostrar-nos novas alternativas.

Não estava preparado para os políticos. Chegar com a mesma transparência e moralidade ingênua, que fez meu avô Dr. Alpheu Sampaio, ter que renunciar à vice-prefeitura de Bauru uma vez, não iria funcionar nunca mesmo.

Política se faz colocando seu nome na boca de pessoas significativas, e não tentando consertar quadros políticos que para sempre ficarão tortos na parede.

E justamente por pensar que eles seriam diferentes só por que era comigo (me acho uma pessoa fantástica … rsrsrsrs ), sofri feito um cachorro, e com minhas cachorras e minha esposa, tive que superar essa fase.

Só tive experiências traumáticas demais com políticos. Meu pai foi o primeiro. Logo, todos esses que vieram a seguir, não me trouxeram nada de novo. Já conhecia essa decepção direitinho.

Contudo, é na Política que estarei. Em outro lado dela, mas estarei. E que Deus segure a minha língua como segura nesse momento.

Gritar é para os fracos. Os vencedores transformam.

Então … parei de falar deles. Quando pensar política, tenho que pensar só o povo. É ele que conta. É ele que vota. E é ele que derruba a árvore podre, para que outra saudável possa nos trazer bons frutos. É só o povo que interessa.

Para se tornar um político decente, a última coisa que você precisa é a convivência com as artimanhas da classe política. Esqueça-os e se concentre nas pessoas que realmente fazem a cidade – a população despolitizada pela mesma nobre causa que faz de você hoje, um revolucionário. Mais um. Que como todos, precisa começar sozinho e totalmente desarmado. Pra isso te deram um coração mais forte. Fique tranquilo, ele aguenta o trabalho. Vá em frente e enxada na Terra.

 

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