Perigo a Bordo

Intempéries, transmutação e areia.

E de repente a coisa fica feia.

Na cabine não tem ninguém prá ajudar.

Não é preciso nem gritar emergência.

A única coisa boa é saber que não sobrou mais decisão nenhuma a tomar.

É só tentar levar minha vida de volta prá casa.

E como não dá tempo nem de rezar.

Deixa eu vê se faço alguma coisa, por que amanhã tem churrasco e não vai ser uma tempestadezinha amiga que vai acabar comigo.

Depois eu dou um jeito de limpar o que sujei sem ninguém ver.

Por hora, eu tenho que brincar de Deus.

              Paul Sampaio

                                                    Setembro de 2009

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